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Papo de Pai

O novo canal de conteúdo especial para os papais

Nos dias atuais, a criação dos filhos por parte das mães já não é mais absoluta. Há casos de pais que participam mais ativamente da vida dos filhos ou, ainda, assumem as funções domésticas enquanto a mulher trabalha.

A mãe também deve dar espaço para a entrada do pai na vida dos filhos. Às vezes, elas não acreditam muito na capacidade do pai de cuidar da criança, e é algo que não pode acontecer.

Um bom pai é também um bom marido e um bom cidadão. Para os filhos crescerem da melhor maneira possível, portanto, os pais devem ser maduros emocionalmente.

Pensando nisso, a Pro Matre Paulista desenvolveu um canal com conteúdo exclusivo para os pais. Nele, os papais encontrarão dicas para passar por esse momento e ajudar as mamães com a chegada do bebê antes, durante e após o parto.

PAIS GRÁVIDOS

O auxílio dos pais nessa nova etapa é fundamental para a tranquilidade das mamães. Saiba mais como ajudar nos cuidados com a mãe e o bebê:

1) O pai grávido: uma realidade

Gestantes podem sofrer com enjoos, ansiedade, medo, depressão. Entretanto, apesar de raros, há casos em que os futuros pais também compartilham destes mesmos sintomas, incluindo suas dores. As razões para este tipo de comportamento são diversas, mas as mais comuns são a falta de planejamento da gestação e o medo do desconhecido, do que virá após o parto, além das responsabilidades naturais que este tipo de acontecimento implica.

2) Auxílio aos preparativos

É importante que o pai também participe de todas as etapas da gestação. A criança que está a caminho vai precisar de cuidados do casal. Para o bebê, quanto mais atenção e cuidado, mais fácil ficará seu desenvolvimento. Isso vale para todas as etapas que envolvem a gestação, desde a escolha do médico obstetra, até o curso para gestantes e mães, onde você vai encontrar outros homens com as mesmas preocupações que as suas.

Durante todo este período gestacional, em que o casal se prepara para a chegada do bebê, ajude também nos afazeres domésticos e esteja presente no dia-a-dia.

3) É chegada a hora

No parto, o trabalho maior está com a futura mamãe, mas o papel do pai também é fundamental nessa hora. Chegar bem preparado e, principalmente, calmo à sala de parto é meio caminho andado para oferecer apoio à gestante e também para aproveitar ao máximo esse momento mágico.

Na ida à maternidade, procure controlar a frequência das contrações. Avise o restante da família apenas após a internação, assim, você já vai ter informações mais precisas sobre o andamento do parto.

Durante o trabalho de parto, ajude a mamãe a encontrar a posição mais confortável. Tenha paciência com reações exaltadas da gestante nesse momento. Enquanto estiver sentindo dor, ela provavelmente terá gestos incomuns à sua própria personalidade. E por fim, assista o parto se você se sentir à vontade.

4) Um novo ser na família

Por mais que a família tenha se preparado para este momento, é sempre uma mudança significativa a chegada de um bebê em casa. Cada um tem seu papel neste momento – a mãe, o pai, os irmãos, os avós. Naturalmente, o vínculo entre a mãe e o bebê é o que primeiro se estabelece e permanece mais forte que os demais por algum tempo, principalmente enquanto o bebê é amamentado. No entanto, toda a família vai sentir os reflexos dessa nova vida em casa.

Foi-se o tempo em que o pai era apenas o responsável pelo sustento da família. Hoje, essa responsabilidade é dividida entre o casal, e nada mais natural que dividir também a atenção dada ao bebê. Trocar fraldas, dar banho, preparar mamadeiras, aninhar o bebê no colo ou simplesmente ficar ao seu lado são tarefas simples, mas muito compensadoras. Fazendo isso, além de partilhar a responsabilidade, o pai pode experimentar a alegria do contato físico com o bebê.

5) Atenção aos sinais de depressão pós-parto

Assim que nasce o bebê, a mãe passa de gestante a puérpera. Essa palavra pouco comum vem de puerpério e designa o período que se segue ao parto e tem duração aproximada de 40 dias. Nesse intervalo, o organismo da mulher retoma o estado pré-gestacional, tanto em termos anatômicos quanto fisiológicos. Cerca de 10% das mulheres que dão à luz desenvolvem depressão pós-parto, uma doença bem mais séria do que uma melancolia passageira. Enquanto a maior parte das mães consegue superar uma eventual tristeza inicial e passa a curtir seus bebês, uma mulher com depressão pós-parto fica cada vez mais ansiosa e tomada por sentimentos desagradáveis. Ao perceber os sintomas da depressão pós-parto, é importante procurar orientação médica, pois o uso de alguns medicamentos pode ser indicado nesses casos. O pai, assistindo a situação de fora, terá mais facilidade em notar as mudanças comportamentais da nova mãe.

PARTICIPAÇÃO DO PAI

NA GRAVIDEZ

  • Participe da escolha do médico obstetra e pediatra, dividindo assim a responsabilidade pela opção;
  • Participe da escolha da Maternidade, visitando anteriormente e verbalizando sempre sua impressão;
  • Acompanhe, se possível, as consultas e exames. Veja seu filho na ultrassonografia e escute os batimentos do coração deste novo ser;
  • Informe-se sobre a sexualidade do casal com um profissional da saúde, pois sabemos que é comum ocorrer alterações no desejo sexual;
  • A paciência, o choro e a ansiedade da futura mãe fazem parte do dia a dia;
  • Faça contato com seu filho. Participe da interação mãe e bebê conversando com ele, pois a partir do 5º mês de gravidez ele ouve e reconhece sua voz;
  • Escolha o quarto e o enxoval de seu filho;
  • Ajude a conter os excessos na alimentação;

Sempre converse muito com sua esposa. Sua presença e seu carinho é que vão fazer a diferença.

NO PARTO

  • Você já se familiarizou com os sinais de parto. A hora chegou, está tudo sob controle, mantenha a calma.
  • Controle a frequência das contrações;
  • Se possível, esteja junto na hora da chegada à Maternidade;
  • Avise a família somente após a internação;
  • Durante o trabalho de parto, ajude sua esposa a encontrar a posição mais confortável e faça massagem;
  • Assista o parto se você se sentir à vontade para tal, sua esposa ficará mais tranquila;
  • Contenha as visitas, principalmente no primeiro dia e durante a amamentação;
  • Se possível, acompanhe o banho do bebê, assim você observará quanto é agradável cuidar do seu filho;
  • A primeira noite da nova família é muito importante, portanto não deixe ninguém ocupar um lugar que é seu, durma na maternidade.

Sua participação é de extrema importância nesse momento.

NO PÓS-PARTO

  • Participe do banho do bebê, não tenha receio;
  • Troque fralda, mesmo que não seja uma perfeição;
  • Vá às consultas no pediatra;
  • Lembre-se de que a nova mãe também chora muito, fique atento e faça companhia;
  • Aceite ajuda nessa nova vida, pois o início é muito desgastante para a mãe.

Com tudo isso, tenha certeza de que sua nova família terá um início mais tranquilo e o grande beneficiado será seu filho. Participe sempre de tudo.

DEPRESSÃO PÓS-PARTO

A ocorrência da depressão pós-parto já é amplamente conhecida entre as mulheres. No entanto, um fenômeno menos conhecido, mas também recorrente, é a depressão pós-parto em homens. Enquanto algumas mulheres podem sofrer oscilações de humor muitas vezes por causas fisiológicas, a ocorrência nos pais está mais ligada a questões circunstanciais e psicológicas.

Em alguns casos, o pai sente certo isolamento após o nascimento do bebê. Com a atenção voltada para o recém-nascido, algumas mulheres tendem a relegar o companheiro a um segundo plano, gerando sensação de rejeição em alguns pais.

O afastamento do casal, do ponto de vista sexual, pode ser uma das fontes dessa sensação. “Por ação hormonal, a mulher tem sua libido adormecida durante a fase de amamentação”, comenta Dr. Luiz Fernando Leite, obstetra e diretor de relacionamento da Pro Matre Paulista.

Outro agravante é o envolvimento dos pais no pré-natal, registrado nos dias de hoje. Antigamente, a participação do pai nesse período era pequena. “Hoje, o homem participa ativamente do pré-natal, criando uma parceria estreita entre o casal ao longo da gravidez. Quando o bebê nasce e a mulher se foca quase exclusivamente no recém-nascido, muitas vezes o homem se sente afastado desse momento”, completa o médico.

É importante que o homem manifeste esse desconforto, buscando o diálogo e retomando o sentido de parceria com a mulher. Envolver-se em tarefas diárias e ajudar a mulher nos cuidados com o bebê pode contribuir para reaproximar o casal, retomando a harmonia de antes.

PAI TAMBÉM AMAMENTA

O papel do pai na amamentação

Este momento tão íntimo entre mãe e bebê pode fazer com que alguns pais se sintam excluídos, mas basta querer participar.

Depois de nove meses de gestação, nos quais as atenções ficam todas voltadas para a mãe, chega o bebê e rouba a cena. Começa, então, um período de vínculo total entre os dois, com a fase da amamentação. E o pai, como fica nesse cenário? Não é raro que, nesse momento, alguns pais sintam-se excluídos e até deslocados. No entanto, com um pouco de boa vontade e disposição, é possível incluir o pai nesse momento tão especial da vida familiar.

“No período pós-parto, o pai é muito importante para a mãe, representando uma fonte de segurança e tranquilidade nesse momento de ansiedade e incertezas, principalmente quando se trata do primeiro filho”, comenta Flavia Ianzini Carnielli, psicóloga da Pro Matre Paulista. Por isso, segundo ela, o pai não deve ter vergonha de assumir tarefas que eventualmente sejam desempenhadas pela mulher, como cuidar da casa e das compras da família. “Livrar a mãe das tarefas domésticas nessa fase é uma grande contribuição, pois além de proporcionar a ela o foco exclusivo no bebê, desta forma o homem também vai se sentir menos excluído dessa relação que se torna tão intensa.”

A rotina da amamentação toma uma parte considerável do dia da mulher. Gestos simples, como fazer companhia a ela ou simplesmente ir buscar água enquanto ela amamenta, podem ampliar o vínculo entre o casal. Pode parecer algo muito corriqueiro, mas a mulher que amamenta, de fato, sente muita sede enquanto o bebê está mamando e tudo o que ela pode querer, naquele momento, é um simples copo de água.

Quando a mãe volta ao trabalho, normalmente começa outra fase de adaptação, tanto para ela quanto para o bebê. Outra boa oportunidade para o pai assumir nova função. As mulheres que desejam continuar amamentando mesmo após a licença maternidade precisam ordenhar seu leite e congelá-lo, para que o bebê seja alimentado no período em que estão distantes. Dependendo dos horários do casal, o pai pode assumir esta função, oferecendo o leite da mãe em mamadeira.

Outra participação crescente dos pais na vida dos bebês é o chamado “pai canguru”. O método, que pode ser realizado pela mãe ou pelo pai, alternando-se na função, é muito simples: o bebê prematuro é colocado sobre a pele do peito ou da barriga dos pais, seguro por faixas. O simples contato da pele estimula o desenvolvimento da criança, como se ela estivesse no útero, recuperando o tempo de desenvolvimento que deixou de ter em função do parto antecipado. No período em que a criança prematura está internada, o contato com a mãe, pela amamentação, pode ser ampliado pela participação do pai, dividindo com ela a realização do método canguru.

Ou seja: não há motivo para o pai sentir-se excluído na amamentação. Você pode não ter o peito, mas tem disposição de sobra para ajudar!

Pais grávidos

O auxílio dos pais nessa nova etapa, desde o momento que se descobre a gravidez até o pós-parto, é fundamental para a tranquilidade das mamães

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Participação do Pai

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Depressão pós-parto

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Pai também amamenta

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